quinta-feira, 8 de março de 2012

We can do it!

Me lembro de um episódio na escola, deveria ter uns treze anos, minha turma não era a da minha classe, minhas amigas eram mais velhas que eu e nos considerávamos as bad girls do colégio. E foi exatamente no dia da mulher que isso aconteceu.

- Oiiiii. Feliz dia da Mulher gente!
- Hm. Obrigada. Mas acho ridículo esse dia.
- Como assim? Perguntava eu, tentando entender..
- Ué, porque não existe Dia do Homem. E sabe por quê? Porque eles não precisam. Eles não passaram a história sendo explorados por ser o sexo frágil, não tiveram sua voz ignorada por décadas e não tiveram que ser submissos por força.

Tudo que ela dizia fazia sentido. Infelizmente fazia. E como o grupo pensava o mesmo, logo vesti a idéia também. Passei a adolescência com esse espírito feminista. We can do it era o lema e os homens eram os inimigos.
Agora, com alguns anos a mais, não penso mais daquele jeito. Não totalmente.

Na verdade, hoje é mais fácil abraçar a idéia entendendo o porque foi feita. É um merecimento, talvez até um pedido de desculpas as mulheres, mas com uma boa intenção. E acredito que seja por isso que nós, mulheres, deveríamos nos sentir honradas por termos um dia só nosso.
Vamos ver essa data em um período tão moderno, como a finalmente e merecida liberdade da mulher.

Liberdade para falar, escrever, tentar, ser e poder. Não no sentido negativo da palavra. Ter espaço para poder fazer e ser o que quiser. Provavelmente, uma das coisas mais valiosas que conquistamos, não é mesmo?

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012

No último dia do ano, me vejo pensando em tudo que vivi neste que esta indo embora. Será que fiz tudo que disse que iria fazer? Fui feliz como me desejaram? Coloquei em prática as minhas promessas? Não, sim, não. Impossível cumprir tudo isso todos os dias do ano. E talvez essa foi a minha maior lição. É preciso perder um pouco do controle para viver de verdade. O segredo é encontrar seu equilíbrio entre o silêncio interno e a confusão externa. E isso pode levar mais do que 365 dias. Então não se arrependa, se liberte da culpa e de qualquer negativismo que possa interferir nesse recomeço. Um ano termina para que a nossa esperança seja renovada. Para que possamos continuar no caminho com o qual somos comprometidos. O meu é evoluir com o quase impossível equilíbrio. Mas é esse o desafio. Eu desejo para todos que descubram o seu e que comecem esse ano o abraçando.
Feliz Ano Novo!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um dia a gente aprende..

Os poetas tentaram definir, nós tentamos sentir, mas em resumo: a sociedade tem um conceito equivocado do que é Liberdade. Atitudes como largar seu emprego, sair da casa dos pais, terminar um relacionamento, viajar para um lugar distante, usar seu dinheiro exclusivamente para o prazer, ignorar as regras e por aí vai, são vistas como libertárias. Embora, isso seja apenas libertinagem. Viver assim, sem nenhuma responsabilidade, até consigo mesmo, bate de frente com o verdadeiro significado dessa palavra.
O indivíduo que sabe ser livre entende que precisa primeiro ser integrado totalmente com a sociedade, consciente das suas atitudes e consequências, seja com ele ou com o próximo.
Entender isso é fácil, o problema está em se desfazer da idéia de ser livre. A vida com seus dramalhões, sempre tendendo a uma novela, te desafia constantemente a continuar no mesmo ritmo. Então, sentimos necessidade em sair da rotina, alterá-la, agir com expontaneidade, nem que seja só por uma noite. Nos faz sentir donos de si mesmo, não é? A liberdade de escolha é realmente coisa rara. Mas aprender a usar isso, mostra na verdade, que temos que olhar de dentro pra fora. Por mais clichê que soa isso, a real liberdade está dentro de nós, não é o mundo que nos expõem a ela.
Então, a tão sonhada liberdade, que nos remete a anarquia, subversão, rebeldia, é na verdade viver com disciplina. É aprender a subordinar o prazer de hoje em prol de um bem maior do amanhã. Ser livre não é ser escravo de suas vontades e sim amante de suas prioridades.

sábado, 5 de março de 2011

Relaxa, a vida te empurra.



Demorei para entender que para tudo na vida há uma época. Sempre fui muito progressiva com os meus interesses, e com isso, às vezes, me frustrava por tentar impor um estilo de vida que simplesmente não cabia no momento.

Com certeza eu e mais milhares de pessoas já passaram por esses momentos. Na hora, pensamos que é a última chance, o único momento, o lugar mais especial; é quase uma questão de necessidade, sendo que na verdade, tudo não passa de deslumbre com qualquer coisa nova e diferente do que estamos habituados. A possibilidade de sentir qualquer coisa nova nos interessa tanto, que acabamos ignorando se é cabível tal experiência no momento. Digo "cabível" porquê podemos até impor uma experiência nova em um momento errado. Mas o aproveitamento dessa experiência será toda mastigada, sem resultados ou aprendizado real.
Amadurecer é um processo que entende isso, que compactua com o ritmo da vida. Quando nos deixamos levar e aprendemos a viver um dia de cada vez, a vida se encarrega daqueles momentos tão desejados e cobiçados. De uma certa maneira, ela te empurra constantemente para o novo e o diferente. E aí, você até se arrepende pela ansiedade em querer tudo antes mesmo de saber aproveitar.
Meu conselho é simples, admito até que é um conselho mais para mim do que para qualquer outra pessoa. Tenha paciência e foque em obter conhecimento para aproveitar melhor o novo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A voz mais importante.

Se falo muito, acredite: nada é muito relevante. Pois tudo que há de mais importante eu guardo dentro de mim. Não sou fechada, entenda. Mas digo o necessário, talvez um pouco mais, e o resto deixo guardado. Minto. Às vezes, escapa por alguns desses textos os meus segredos. Embora nada tão grave, nem tão revelador. E vejo esse mecanismo inteligente em toda mulher. Somos ágeis para responder sem nos comprometer. Por isso a eterna dúvida dos homens: Afinal, o que as mulheres querem? Bad news. Elas não vão te dizer. Acho que somos um pouco treinadas a dizer A, quando na verdade, queremos dizer B. Claro que esse é o meu ponto de vista, mas penso que essa arte feminina é exercida porquê surte efeito. Pensar bem antes de falar e ver o esforço do outro em saber o que você quer, torna tudo mais especial. E obviamente, nos faz sentir especiais. Para finalizar, tenho um conselho para a raça de lá. Não tenham medo desses momentos, percebam como elas são diferentes e procurem escutar a voz do interior de cada uma. Essa é com certeza, a voz mais importante de qualquer mulher e a que mais precisa ser ouvida.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pra mim, a vida só se torna perigosa quando se perde a fé.

domingo, 28 de novembro de 2010

O segredo da mudança

Mudar: deixar de ser o que é ou tornar-se o que sempre foi? Isso sempre me intrigou. Quando mudamos, excluímos uma parte nossa? Mesmo que a mudança seja para o bem, parece que passamos a ignorar algo de origem. Mas e, se assim tornamos o que realmente somos? Talvez só não tínhamos percebido antes. Ao meu ver, tornar-se o que sempre foi.
Veja bem: ninguém muda por promessas, as pessoas dizem que podem mudar mas não vão adiante com isso e também não os culpo. Só há mudança com necessidade, mas não com a necessidade de terceiros. Mudaremos se assim nos sentirmos. Mudaremos por um sentimento novo que nos tende a evolução. Quando o velho já não cabe mais e o novo cabe direitinho. E quando finalmente temos coragem de admitir que a pessoa que nos encorajava a mudar estava certa.